Zenti, fui passar o feriadão no
Sítio do Bosco! Que lugar
lindo! Que frrioo!!! Comida boa, acampamento decente, rampa de vôo livre para
prática de para-
escova pente. Não, querido. Não pulei porque R$ 150
reais, né? Não é todo dia. Na próxima, mêibi.
No entanto (rááá, pensaram que o post seria só alegria,
né?), um desconforto abdominal me tirou aí uns 10% de curtição desse passeio. A
tempos, ando sentindo dores no fígado e na boca no estômago. O negócio é que,
de 15 dias pra cá, a porra ficou séria.
Eu possuo, no esfíncter estomacal, uma dádiva proporcionada
pela época de João Pessoa chamada hérnia de hiato. Isto é, se a boca do meu
estômago fosse um cu, ele seria frouxo.
“Só com cirurgia, viu,
linda... Mas você pode conviver com a hérnia. É só não comer porções muito
grandes e não ingerir líquidos com a comida.” – disse um gastro quando
descobri o problema numa viagem de férias a Curitiba, em julho de 2010.
Tá bom, gastro. Tchau, que tenho que voltar pra
Teresina viver minha vida teresinense.
°°°
.contratodesubstituto .. zémariagritandodemadrugada .. disciplinasquenuncavinavida
..
ginecologistalegal .. lasanha?hmmquegotôsoachoquesóumpouquinhonãofazmal .. climahumanamenteimpossíveldessacidade
.. concursopraefetivo .. maiscalor .. reuniõesdepartamentaisquefuipraservirdevasodecorativo
.. contascontascontas .. homologaçãoquedemorouumcaralhoprasair ..
contrataçãoquetádemorandodoiscaralhos .. brigafeiacomalguémdafamília ..
costumeslocaisquenãomedesciam .. faltadelazer .. faltadeamigospróximos .. amaldiçãodo
apêdecima.
°°°
Aí, de tanto achar que cada uma dessas coisas era um sapo e
que eu tinha obrigação de engolir, o estômago não aguentou. De tão cega em não
ver oportunidades em muitas paradas aí, mais coisas remoídas e mal digeridas foram convertidas em algo físico.
Nesse exato momento, após ter deixado R$ 700 na mão da
gastro ontem (mais R$ 70 que passei no crédito), só duas coisas me passam pela
cabeça. Primeiro, que graças a Deus que tinha grana pra pagar por todos os
canos que enfiaram em mim ontem (contas atrasarão, mas né) e segundo, que um
veneninho mental pode sair muito mais caro do que comer aquele pastelzão
gorduroso ali do lado da praça Pedro II.
Veja aí, por exemplo, como fica uma úlcera (inflamação muito mais madafãca do que a minha hérniazinha) no seu estômago:
Imagine a dor que essas pessoas sentem. Imagine quanta mágoa e quanto ressentimento ajudaram a formar isso tudo aí! Aff!
Logo eu, que no meu discursinho acadêmico propago tanto que devemos ser agentes da paisagem sonora
que nos cerca, me vejo como objeto de algo que está muito mais ao meu alcance do que o botão de volume dos ônibus teresinenses: a minha própria vida.
A hora para atitude mental é agora!
(Agradeço às colaborações da espiritualidade para com o meu raciocínio!)