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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vinde a nós, conhecimento!

Eu aqui preparando páuêrpóintch de um curso que darei num colégio de freiras, aí abro o fêice pra dar uma arejada e encontro uma frase do Dom Hélder Câmara. Oba, perfeita pro que eu tava dizendo.

Coloquei a frase surgindo no sláidj e o nome dele vindo depois. E eu não botei o efeito pro nome dele ir caindo devagarinho do céu?

Performance é tudo.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

.Restart: tusso, logo, relaciono.



Não, pera.


Hoje, atualizei o software do meu celular, jurando que tinha lido todas as indicações e tudo que iria acontecer com ele. O que tava no cartão de memória ficou. O resto, igual computador, tudo zeradin. Eu só não esperava que a agenda telefônica olhasse pra mim e dissesse: “Cansei de você e vou embora também.”

Tudo bem. Olhei pelo lado positivo. É legal pedir os números de telefone de volta pros entes queridos (e alguns cuzudos do caralho que precisam estar na sua agenda) e se sentir como a uns ânus atrás, quando ainda discávamos vários dígitos para falar com alguém.


Téc     téréréréréréc



Enquanto refazia tudo (escolher toque principal, escolher toque pros amigos – noffa, que pornô... – reconfigurar idioma, papel de parede), eu fui recurtindo meu celular. Ele é desse modelo aqui:


Lindo, né? Só não recomendo porque, enfim, a tela TÁUCHI dele é péssima e 
a bateria então nem se fala. Metade dela é gasta somente por ele estar ligado.
Mas não era esse o foco.

E, enquanto eu recurtia meu celular, pensei de maneira análoga na minha vida. A crise sempre desencadeia, obrigatoriamente, uma decisão e uma mudança. No mínimo. Da mesma forma que o celú, pr’eu ficar boa do estômago e dessa tosse que não passa (e volto pra sala de aula amanhã, rouca e catarrenta. Ai, como eu amo a coerência dos atestados médicos), eu tive que abrir meu cérebro, dar uma vasculhada em arquivos diversos e promover uma faxina. Agora, repensar num mesmo assunto, só que por um ângulo diferente, provoca em mim sensações diferentes e me traz outros pensamentos a respeito do tal. Mais do que os rivotril remédio carésimo que tô tomando a mais de uma semana, MINHA MENTE tem sido a droga principal da cura.

Mas e o yoga, guêrida?

Vixe, nunca mais fiz a prática, mas que meus profês nunca leiam isso. As mentalizações e meditações eu procuro fazer sempre, senão acho que já tava por aí louca e cagando numa fralda.

Tão bobinho o texto pra quem não tava aqui comigo de manhã enquanto eu o concebia, né? É, mas me fez ganhar o dia. =)


sexta-feira, 4 de maio de 2012

.Meu esfíncter tá frouxo, tia.


Zenti, fui passar o feriadão no Sítio do Bosco! Que lugar lindo! Que frrioo!!! Comida boa, acampamento decente, rampa de vôo livre para prática de para-escova pente. Não, querido. Não pulei porque R$ 150 reais, né? Não é todo dia. Na próxima, mêibi.

No entanto (rááá, pensaram que o post seria só alegria, né?), um desconforto abdominal me tirou aí uns 10% de curtição desse passeio. A tempos, ando sentindo dores no fígado e na boca no estômago. O negócio é que, de 15 dias pra cá, a porra ficou séria.

Eu possuo, no esfíncter estomacal, uma dádiva proporcionada pela época de João Pessoa chamada hérnia de hiato. Isto é, se a boca do meu estômago fosse um cu, ele seria frouxo.

“Só com cirurgia, viu, linda... Mas você pode conviver com a hérnia. É só não comer porções muito grandes e não ingerir líquidos com a comida.” – disse um gastro quando descobri o problema numa viagem de férias a Curitiba, em julho de 2010.

Tá bom, gastro. Tchau, que tenho que voltar pra Teresina viver minha vida teresinense.

°°°
.contratodesubstituto .. zémariagritandodemadrugada .. disciplinasquenuncavinavida .. ginecologistalegal .. lasanha?hmmquegotôsoachoquesóumpouquinhonãofazmal .. climahumanamenteimpossíveldessacidade .. concursopraefetivo .. maiscalor .. reuniõesdepartamentaisquefuipraservirdevasodecorativo .. contascontascontas .. homologaçãoquedemorouumcaralhoprasair .. contrataçãoquetádemorandodoiscaralhos .. brigafeiacomalguémdafamília .. costumeslocaisquenãomedesciam .. faltadelazer .. faltadeamigospróximos .. amaldiçãodoapêdecima.

°°°

Aí, de tanto achar que cada uma dessas coisas era um sapo e que eu tinha obrigação de engolir, o estômago não aguentou. De tão cega em não ver oportunidades em muitas paradas aí, mais coisas remoídas e mal digeridas foram convertidas em algo físico.

Nesse exato momento, após ter deixado R$ 700 na mão da gastro ontem (mais R$ 70 que passei no crédito), só duas coisas me passam pela cabeça. Primeiro, que graças a Deus que tinha grana pra pagar por todos os canos que enfiaram em mim ontem (contas atrasarão, mas né) e segundo, que um veneninho mental pode sair muito mais caro do que comer aquele pastelzão gorduroso ali do lado da praça Pedro II.

Veja aí, por exemplo, como fica uma úlcera (inflamação muito mais madafãca do que a minha hérniazinha) no seu estômago:


Imagine a dor que essas pessoas sentem. Imagine quanta mágoa e quanto ressentimento ajudaram a formar isso tudo aí! Aff!

Logo eu, que no meu discursinho acadêmico propago tanto que devemos ser agentes da paisagem sonora que nos cerca, me vejo como objeto de algo que está muito mais ao meu alcance do que o botão de volume dos ônibus teresinenses: a minha própria vida. 

A hora para atitude mental é agora!

(Agradeço às colaborações da espiritualidade para com o meu raciocínio!)

sábado, 28 de abril de 2012

.Alô, força do pensamento.

Orei tanto que acho que algum passarinho foi lá no ouvido do casal e falou: "Vai, se muda logo pra lá que ela tá pensando demais em vocês. Só pode tar chamando, hein? Hein? Ahaza."

Não faz nem um mês que a família monstro se mudou pro apê de cima, e eu já consigo dizer que:

- São realmente, três niños:
1. Uma menina duns 8 anos que não incomoda nada. Só soube que ela existe porque vi eles saindo pra ir pra escolinha.
2. Um menino duns 5 que tem chumbo no calcanhar, prazer em correr pela casa to-di-nha e tara em ver bolinha(sss) de gude quicando pelo chão, especialmente em horários especiais, tipo 6h30 da manhã.
3. Um bebê de 1 aninho e pouco, que tem periodicamente o dedo de alguém da família introduzido no seu cu, porque só isso explica o som de piterodáctilo que ele emite quando chora.

- Não tenho mais certeza se são evangélicos, por motivos vários e que são muito sutis pra explicar.

- Eles peitam mesmo. 
* Nesse um mês, eu já me queimei na panela quente por conta do susto que levei de um estrondo que eles fizeram lá (quem sabe, colocaram a educação da família toda num saco e deram um murro no chão?). Meu namorido ficou puto. CARA, pra isso acontecer, quer dizer que não sou louca. Subiu lá PUTO pra relatar o acontecido e ouviu do casal que nem foi tanto barulho assim.
* Hoje, cansada de 'relevar porque são crianças', subi lá exatamente às 7h12, depois de um show que o moleque do meio deu (creio que tava dançando brake no meio da sala). Tive que ouvir coisas do tipo: "Olha, sinto muito. Se você quiser levar pro síndico, pro juíz, pode levar. Aqui, todo mundo tem curso superior e a gente sabe dos nossos direitos." Ah, é? Vamos ver então: você e sua esposa têm graduação em planejamento familiar; seu moleque do meio deve ser formado em educação física com ênfase em técnicas ginastas de guerra; e seu bebê está quase indo pro mestrado em fonoaudiologia jurássica. Acertei? Hm. Desci e tava tentando continuar minha manhã de sábado, até que a mamãe monstro bateu aqui e pediu pra fazer um teste. Ela entrou, ligou pro papai monstro e ele ia instruindo o monstrinho do meio a pular, jogar a bolinha, rolar, deitar e fingir de morto. Aí me disse que já tava indo comprar um tapete de E.V.A. pra amortecer o máximo possível. No fim, apesar da arrogância (quem tem curso superior é mais inteligente, né? Deve ser por isso, né? Noffa...), achei legal essa atitude deles, porque provou que a mãe também ficou incomodada com o barulho quando veio aqui pra ouvir. 

Mesmo assim, ainda quero dizer uma última coisinha:

- Quero o Zé Maria de volta. Pode, produção?