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sábado, 21 de janeiro de 2012

.Com toda a graça da lógica.

Contrato de aluguel pra vencer mês que vem, lá fomos nós ver um apê que é mais próximo de tudo. Não posso dizer que moro num pântano, num brejo ou numa grande bacia de areia movediça, mas aqui só é perto da UFPI. O resto da galáxia fica lá 20 anos-luz virando à direita. Pra quem tem carro, ótimo, querida. Pra quem não tem, PÉÉÉÉÉAAAAHHNNNHHHHH, aceite sua condição de imigrante, é bom que goste de forró de plástico. O veículo (amplo e cheio de coliégans) que passa por aqui pra te pegar só toca isso. 

Não era disso que eu ia falar.

Pois bem, no anúncio, as fotos denunciavam um piso meio descuidado, mas fomos, né, vai que a gente chega lá e se apaixona pelo lugar porque, pelo aluguel cem pila mais barato, a gente já tava gamadão. E não é que o lugar é bonitinho? O piso tá, sim, bem fodido, mas tudo bem, eu encararia. A cozinha mais parece uma barraquinha de acampamento. Eu teria que escolher entre fogão e geladeira pra colocar lá no cu, mas eu encararia. Imóvel do lado oposto ao sol. Fáine! Apê no terceiro andar. Ventilado, um pitéu. Vila cabulosa a uma quadra dali. Nôupróblâm, eu sou curitibana, esqueceu? Sei trocáumazideia cos meliantch.

Agora, olha. Ao abrir a porta que desemboca numa lindinha sacada identifico, a uns dez metros, exatamente do outro lado da rua e milimetricamente apontado pra mim, um bar.

Tchau. Fim da história.

1 pombas:

Georgia disse...

Já basta o que você sofreu com a poluição sonora em João Pessoa, né?